Vacinação

Vacinação de Cães e Gatos

As vacinas são substâncias aplicadas nos animais saudáveis para criar uma proteção contra as doenças e isso é chamado imunização. Isso ocorre através da produção de anticorpos pelo organismo.

É considerado um dos mais importantes e eficazes instrumentos de prevenção da maioria das doenças infecciosas. Muitas dessas doenças, causadas por vírus ou bactérias,são incuráveis. Por isso, é importantíssimo vacinar os animais.

  A vacinação deverá ser precedida por um minucioso exame clínico do animal, realizado por um Médico Veterinário. O animal deve estar saudável, sem febre ou diarreia, e previamente vermifugado. Se isso não for observado, pode ocorrer falha vacinal, ou seja, o organismo não responder plenamente à vacinação. O uso concomitante com substâncias antimicrobianas ou anti-inflamatórias poderá interferir com o desenvolvimento e a manutenção da resposta imune após a vacinação.

      Assim, saiba que as doenças evitáveis através da vacinação são várias, tais como, raiva (sem cura conhecida), leptospirose (altamente perigosa, transmissível a partir de ratos infectados, podendo também contagiar o homem), cinomose (frequentemente fatal e mais comum no Inverno), parvovirose (o animal morre na sequência de diarreias abundantes), coronavirose (semelhante à anterior, mas com um carácter mais benigno), hepatite infecciosa (pode provocar lesões oculares irreversíveis) e gripe canina (extremamente contagiosa entre cães e mais frequente nos dias húmidos e frios). O esquema vacinal clássico previne todas estas doenças, mas, por vezes, o médico veterinário pode considerar que as características do animal ou da região onde ele vive exigem vacinas extra (que previnem doenças como leucemia felina, giárdia ou leischmaniose).

      Os animais devem ser vacinados desde pequenos –45 a 60 dias de vida – com a vacina múltipla, mais conhecida como V8 ou V10. Essa vacina protege contra cinomose, parvovirose, coronavirose, parainfluenza, adenovirose, hepatite infecciosa e leptospirose canina. Os intervalos entre as vacinações variam entre 21 a 30 dias, e são recomendadas 3 ou 4 doses, dependendo do fator de risco e da região em que o animal vive. Os animais com mais de quatro meses de idade devem receber anualmente a vacina antirrábica (contra raiva), doença grave e sem cura manifestada por sinais neurológicos. Além das vacinas prioritárias, o veterinário pode indicar outras específicas, dependendo do histórico do animal e da região onde vive. Em regiões mais susceptíveis à ocorrência da leptospirose (causada por diferentes bactérias e responsável por lesões e hemorragias nos rins e fígado), por exemplo, o animal precisa tomar o reforço contra a doença a cada seis meses. As principais vacinas são contra a giárdia (causada por parasita no intestino), a tosse dos canis (infecção respiratória aguda) e a leishmaniose visceral (doença grave transmitida pela picada do mosquito-palha). Os animais devem ver a sua vacinação reforçada todos os anos, já que os estudos apontam para a duração da imunidade até um ano.

       Cães adultos que nunca foram vacinados ou filhotes que já passaram da época de vacinação devem receber 2 doses de vacina múltipla (intervalo de 21 dias entre elas) e 1 dose de vacina anti-rábica. Isso também vale para cães de procedência desconhecida, quando não se tem conhecimento ou certeza sobre o histórico de vacinação.

     Não se deve vacinar filhotes com menos de 45 dias de idade, a menos que a cadela nunca tenha sido vacinada, pois as vacinas podem ser inativadas pelos anticorpos passados da mãe para a cria
     
      Os felinos recebem inicialmente três doses da vacina polivalente (V3, V4 ou V5). A V3 protege os bichanos contra a panleucopenia (doença viral transmitida pelo contato com fezes e objetos contaminados), a calicivirose (infecção respiratória causada por vírus) e a rinotraqueíte (causa problemas respiratórios e alterações oculares). A V4 também previne a clamidiose, doença bacteriana causadora de lesões oculares. Já a V5, além das outras doenças, evita a leucemia viral felina (FeLV), sem cura e contraída pela saliva de animais contaminados. Além de todas essas doenças, gatos também devem ser imunizados contra a raiva, com reforço anual.

Finalmente, saiba que a vacinação, em casos muito raros, e tal como a vacinação administrada em humanos, poderá comportar alguns riscos e mesmo desencadear graves crises nos animais. Mas as ocorrências nefastas são incomuns e a relação risco-proteção ganha maior expressão quando pensamos nos riscos que acarreta um animal não vacinado.

Quem ama cuida, respeita e protege!